21 fevereiro 2017

RESENHA: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom – Sophie Kinsella



Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito do consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as finanças pessoais. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de muitas mulheres das grandes cidades.
Apesar de o filme sobre a saga consumista de Becky Bloom já ser meio antigo (de 2009), só há pouco consegui assisti-lo. É um filme fofo e engraçadinho, então óbvio que eu acabei gostando. Logo, procurei ler o livro no qual fora baseado.

Pois bem, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom foi o primeiro livro de Sophie Kinsella ao qual eu tive acesso. A trama, originalmente lançada em 1999, segue as loucuras de Rebecca, uma jornalista econômica incapaz de controlar o próprio dinheiro e que perde totalmente a noção quando se vê diante de uma loja ou uma promoçãozinha básica (e inútil). Quem nunca, né? Exatamente por gastar mais do que ganha, Becky, como é conhecida, encontra-se em uma situação, no mínimo, complicada: já estourou seus cartões de crédito, possui um débito significativo com o banco e todos os dias recebe cartas e mais cartas com cobranças, faturas atrasadas e convocações de banco. Deve até mesmo para sua melhor amiga Suze, com quem divide um apartamento, em Londres.

Entretanto, para nossa protagonista, suas questões financeiras não possuem muita importância: Becky segue sua vida ignorando tais problemas, nunca abre as tais cartas enviadas pelos bancos, vive criando histórias mirabolantes a fim de evitar encontrar seu gerente, etc. Está sempre achando que a compra de uma simples echarpe não afetará em nada suas finanças (aliás, é só ganhar na loteria e todos os seus problemas serão resolvidos...). Para mim, esse é o ponto negativo do livro: a ingenuidade e infantilidade da personagem diante dos problemas. Sinceramente, algumas atitudes dela me irritaram profundamente.

A escrita é totalmente em primeira pessoa, narrada pela protagonista. Além disso, os capítulos são iniciados com algumas das tais cartas enviadas a Srta. Bloom, onde tomamos conhecimentos de algumas das desculpas que ela arranja para não resolver as dividas.

Este é um raro caso onde o filme consegue ser superior ao livro, apesar de haver mudado bastante a história principal. Claro, a trama apresenta passagens bastante divertidas, seguindo bem o gênero Chick-lit pelo qual a autora ficou conhecida. Surge até um romance gostosinho mais para o final da história. Ainda assim, me deixou com a sensação de que poderia ser bem melhor.

Ainda pretendo ler o segundo volume, Becky Bloom - Delírios de Consumo na 5º Avenida. Então, espero que a trama melhore!! Além disso, apenas para informação, em uma rápida busca no Skoob (quem quiser, me adicione aqui), descobri que a série escrita por Sophie Kinsella já consta com oito volumes.

09 fevereiro 2017

RESENHA: Quatro Vidas de um Cachorro – W. Bruce Cameron


Esta é a inesquecível história de um cão que — após renascer várias vezes — imagina que haja uma razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. Narrado pelo próprio animal, Quatro vidas de um cachorro aborda a questão mais básica da vida: Por que estamos aqui? Emocionante e com boas doses de humor, Quatro vidas de um cachorro é um livro para todas as idades, que mostra o olhar de um cão sobre o relacionamento entre as pessoas e os laços eternos entre os seres humanos e seus animais.
Confesso que, até pouco tempo, a existência desse livro era desconhecida para mim. O que é uma pena, pois gostaria muito de tê-lo lido antes.

Acredito que, assim como para a maioria de vocês, a obra de Cameron tornou-se conhecida em razão do lançamento de sua versão cinematográfica. Por estar ansiosa pela estreia do filme, tinha planos de apenas lê-lo após minha ida ao cinema. Infelizmente, com todas as notícias desagradáveis a respeito de um suposto maltrato sofrido por um dos cãezinhos, pulei o cinema e mergulhei na leitura. E não me arrependi. A obra tem uma capacidade enorme de emocionar quem a lê. Confesso que tive quatro crises de choros, uma para cada vida desse cachorro incrível, que vocês precisam conhecer. 

Bom, como sugere seu título, o livro apresenta as jornadas de um cachorro ao longo de suas quatro vidas. Narrado totalmente em primeira pessoa, o leitor pode captar a história pela visão do próprio cão, com suas singelas percepções sobre o que vem ocorrendo ao seu redor, tornando a leitura muito mais simples e emocionante.

Inicialmente, somos apresentados a Toby, um filhote que vive nas ruas, junto a sua mãe e irmãos, onde aprende a fugir dos homens e a se alimentar de restos de comida encontrados no lixo. Assim segue sua vidinha, até ser resgatado por um grupo e levado para viver, junto a outros cães, em uma espécie de canil ilegal, por ele chamado de Pátio. 

Em sua segunda vida, ele renasce como um Golden Retriever, chamado Bailey. Com os conhecimentos adquiridos em sua existência anterior, ele consegue fugir do criadouro onde nascera e vai para as ruas, onde é encontrado por uma mulher, que o leva para casa, conhecendo, assim, o menino Ethan, que será responsável por nortear essa e suas próximas vidas. Os dois tem uma conexão imediata. Nessa família, Bailey aprende o que é o amor incondicional. Ali ele é plenamente feliz e seu único propósito na vida é proporcionar igual felicidade ao seu menino. 

Porém, em sua terceira vida, para seu grande susto, ele é uma cadela: Ellie, uma pastora alemã, treinada pela polícia para auxiliar em buscas e resgates - ou, em suas palavras, Encontrar. Com o novo propósito, Ellie passa por dois novos donos, apesar de estar sempre pensando em Ethan: primeiro Jakob (que após ser ferido, afasta-se do serviço) e, por fim, Maya – com quem permanece mesmo depois de aposentada. 

Como Ellie e os auxílios prestados ao resgatar pessoas, nosso protagonista acreditava que seu propósito na Terra estava, enfim, cumprido. Mas eis que, para sua surpresa e frustração, ele se vê novamente como filhote. Abandonado, ele não entende qual a razão de ter voltado mais uma vez. Andando a esmo por uma floresta, percebe um cheiro familiar, algo que faz lembrar-lhe de Ethan. Então, com os “dons” aprendidos em suas outras vidas (sobreviver nas ruas como Toby e farejar como Ellie), entra em uma jornada para encontrar seu menino, tornando-se, assim, o Amigão. 

Esse livro foi um dos mais incríveis que eu já li. Com uma trama simples, delicada, W. Bruce Cameron proporciona ao leitor um misto de sensações, pois assim como é eficiente em seu objetivo de trazer lágrimas ao público, também é capaz de nos fazer rir, principalmente pela inocência com que o cãozinho percebe o mundo. Mas o mais importante de tudo, você acaba vendo nossos bichinhos de outra forma. Se antes já me doía ver aqueles cachorros vagando pelas ruas, hoje me sinto muito pior com toda essa situação. 

Acho que eu nem preciso dizer mais nada sobre essa obra. Apenas leiam!! 

28 janeiro 2017

RESENHA: 12 Anos de Escravidão – Solomon Northup





Talvez a melhor obra dentre todas as narrativas sobre a vida de um escravo, 12 anos de escravidão é um livro de memórias angustiante sobre um dos períodos mais sombrios da história norte-americana. Ele relata como Solomon Northup, nascido um homem livre em Nova York, foi atraído para Washington, D.C., em 1841, com a promessa de um emprego, e então drogado, espancado e vendido como escravo. Ele passou os doze anos seguintes de sua vida em cativeiro, trabalhando, na maior parte do tempo, em uma plantação de algodão na Louisiana. Após seu resgate, Northup escreveu este registro excepcionalmente vívido e detalhado da vida escrava. Tornou-se um sucesso imediato e, hoje, é reconhecido por sua visão incomum e eloquência, como um dos poucos retratos da escravidão americana, redigido por alguém tão culto quanto Solomon Northup - uma pessoa que viveu sua vida sob a óptica de uma dupla perspectiva: ter sido tanto um homem livre como um escravo.
Sei que este livro não é tão novo assim (na verdade, foi publicado originalmente em 1853), mas somente há pouco tempo soube de sua existência, e essa descoberta veio após o lançamento do filme, de mesmo nome, em 2013. Assim como boa parte daqueles que o assistiram, me emocionei bastante com a história de Northup, e fiquei bastante curiosa a respeito de como seria o livro, mas nunca cheguei realmente a procurar adquiri-lo. Até que durante o costumeiro garimpo na Feira do Livro (sim, essa feira ainda tá rendendo), meu namorado e eu encontramos um exemplar em ótimo estado, por apenas R$ 10,00 – quase de graça!! Óbvio que já foi pra nossa listinha de leitura. ☺

A obra tem como principal objetivo narrar a vida de Solomon Northup, durante seus anos de escravidão. Assim como relata a sinopse, acima apresentada, Northup foi um homem livre, morador de Nova York, local onde nasceu e constituiu família (em meados do século XIX – época onde a história se passa – os estados americanos do norte, em grande maioria industrializados, não permitiam a escravidão; enquanto isso, os sulistas, com suas grandes propriedades agrárias, mantinham os escravos como sua principal mão de obra). Ali, Solomon era relativamente conhecido, principalmente com suas habilidades como violinista.

Durante uma ausência temporária de sua esposa e filhos, Solomon foi convidado para acompanhar dois artistas em algumas cidades do norte, apresentando-se com seu violino por alguns dias, recebendo assim, certa quantia em dinheiro por seus serviços. Durante a viagem, acabaram por chegar à capital americana, distrito pertencente às leis escravagistas. Neste local, sua vida mudou drasticamente. Após ser drogado, Solomon foi raptado e vendido, sendo enviado para o estado da Louisiana. 

Durante os doze anos seguintes, Solomon viveu (ou melhor, sobreviveu) como escravo, trabalhando em plantações de algodão e cana, além de, em alguns casos, exercer o papel de marceneiro, sofrendo todos os martírios pelo qual um negro passava à época. Condicionado ao trabalho forçado, Solomon – conhecido, então, como Platt – passou por vários senhores, entre eles Ford, um homem bom e justo, e Epps, um bêbado louco, que encontrava nas chibatadas, seu maior divertimento. 


A narrativa é totalmente escrita em primeira pessoa, o que transmite ao leitor a perspectiva do próprio Solomon de cada situação a qual foi submetido. Sua saga até reencontrar a liberdade é um relato não apenas emocionante, mas por muitas vezes angustiante. É horrível perceber que o tratamento destinado aos escravos era aceito como algo absolutamente normal, como se eles não passassem de uma simples propriedade, com os brancos tendo o direito de usá-los como bem entender. E o pior é pensar que até hoje, mais de cem anos depois, o preconceito contra os negros é uma realidade bastante vívida em nossa sociedade.


Enfim, é uma leitura eficiente em sua capacidade de despertar o interesse do leitor, que está sempre procurando saber o que virá na próxima página. "12 anos de escravidão" é uma obra magnífica, altamente recomendada a todos os públicos.

29 dezembro 2016

RESENHA: Morte na Mesopotâmia – Agatha Christie


Para a enfermeira Amy Leatheran, sua paciente era um caso muito estranho. Louise, casada com um famoso arqueólogo, sofria de angústia nervosa, segundo seu marido. Suas fantasias eram vívidas e macabras: uma mão decepada, um rosto cadavérico contra a vidraça... Mas de que ou de quem ela teria tanto medo? Perto do marido e de velhos colegas e amigos, ela estaria a salvo. Entretanto, a formalidade do grupo não parecia natural: pairava no ar uma tensão, um certo desassossego. Algo muito sinistro estava acontecendo. E tinha a ver com... assassinato. Mrs. Leidner é assassinada. Fora algo muito estranho pois ninguém vira pessoas circularem no pátio do local que dava acesso a cena do crime. Quem teria feito tal monstruosidade? Só uma pessoa poderia responder: Hercule Poirot.
O ano quase finalizado e eu consegui incluir mais um clássico de Agatha Christie na minha listinha. Desta vez, trata-se de “Morte na Mesopotâmia”, escrito em 1936 e, novamente, trazendo o belga Hercule Poirot como detetive.

Nessa trama, o mistério apresentado pela autora se desenvolve na localidade iraquiana de Hassanieh, próxima a Bagdá; mais precisamente, em um sítio arqueológico. Ali vivem pessoas de diferentes nacionalidades e personalidades, entre elas uma senhora inglesa (Miss Johnson), dois rapazes americanos (Mr. Reiter e Mr. Coleman), um casal espanhol (Mrs. e Mr. Mercado) e um monge francês oriundo do Cartago, responsável por decifrar algumas inscrições encontradas nas escavações (Padre Lavigny), além do Dr. Leidner, arqueólogo responsável pela expedição, e sua esposa, a bela Louise Leidner.

Em um local com pessoas tão diferentes é natural que ocorram alguns constrangimentos. E a personagem central de algumas dessas situações delicadas é a própria Mrs. Leidner, que encontra prazer em realizar jogos mentais e provocações para com os outros moradores. Entretanto, ela frequentemente envolve-se em crises de pânico, afirmando sofrer ameaças contra a própria segurança.

Preocupado com o estado psicológico da esposa, Dr. Leidner contrata, então, Amy Leatheran, enfermeira perspicaz e observadora, para cuidar de Louise. Alguns dias depois, um crime vem a ocorrer e Hercule Poirot é convidado para auxiliar a polícia local a resolvê-lo. Mas onde todos parecem culpados, quem teria sido capaz de cometer tal crime?

Para quem gosta de livros de mistério, com uma boa dose de suspense, essa trama é perfeita. Além de prender a atenção do leitor do início ao fim, a leitura flui de maneira verossímil, tornando-se rápida e nada cansativa. A narrativa é desenvolvida em primeira pessoa, com os fatos sendo contados totalmente por Mrs. Leatheran, tornando a trama fácil de ser entendida, dando uma visão própria aos acontecimentos centrais e à investigação desenvolvida por Poirot.

Morte na Mesopotâmia” é um livro inteligente, como todas as grandes obras de Agatha Christie conseguem ser. E para quem gosta de o “Assassinato do Expresso do Oriente”, na parte final da narrativa apresenta uma leve citação sobre os acontecimentos desse outro grande livro da “velha dama”.

16 dezembro 2016

RESENHA: A Fúria dos Reis (As Crônicas de Gelo e Fogo #2) – George R.R. Martin

Quando um cometa vermelho cruza o céu de Westeros, os Sete Reinos estão em plena guerra civil. Os exércitos dos Stark e dos Lannister estão se preparando para o confronto final, e Stannis-irmão do falecido Rei Robert-, desejoso de possuir um exército que lute pela sua reivindicação ao trono, alia-se a uma misteriosa religião oriental. Porém, seu irmão mais novo também se proclama rei. E, enquanto isso, os Greyjoy planejam vingança contra todos os que os humilharam dez anos atrás. Ainda, no distante Leste, poderosos dragões estão prestes a chegar aos Sete Reinos, trazendo fogo e morte...Um perigo de proporções gigantescas, muito maior do que as grandes guerras! Nesta tão esperada sequência de A guerra dos tronos, George R. R. Martin cria uma obra de incrível poder e imaginação. A fúria dos reis nos transporta até um mundo de glória e vingança, de guerras e magia, onde poder e miséria podem se alterar no virar de uma página. Uma obra singular da literatura fantástica.
A conclusão da leitura ocorreu no mês de novembro, mas, infelizmente, apenas hoje pude me dedicar a essa resenha. Por tratar-se de um segundo volume de uma série de livros, fica muito complicado falar sobre ele sem soltar alguns spoilers da história e do que vem acontecendo aos personagens. Então, assim como eu fiz na resenha de "Convergente", tentarei, ao máximo, focar apenas nas minhas percepções.

Bom, eu estava querendo ler esse livro desde julho, quando finalizei a leitura do primeiro volume da saga, "A Guerra dos Tronos". Aproveitei minha ida à Feira do Livro de Porto Alegre e consegui adquiri-lo por um ótimo preço (apenas R$ 30,00, na Ladeira Livros), sendo a única banca onde o livro era vendido nesta edição específica, de 2011.


A escrita de George R.R. Martin segue o mesmo padrão do livro anterior, com cada capítulo apresentando a perspectiva de um personagem. Narrado em terceira pessoa, a forma como os capítulos são divididos acrescenta muito à história, expondo, de forma dinâmica, o que vem o ocorrendo em Westeros. Assim como em A Guerra dos Tronos, os personagens narrados nos capítulos continuam sendo Daenerys, Tyrion, Jon, Catelyn, Sansa e Arya. No entanto, o livro atual inclui mais dois personagens: Sor Davos, cavaleiro juramentado a Stannis Baratheon, e Theon Greyjoy, protegido dos Stark e herdeiro das Ilhas de Ferro.

Como fã de Game of Thrones e, agora tendo a oportunidade de realizar a leitura da saga, posso dizer que estou encantada por esses livros. Apesar de a série acompanhar, quase que fielmente, a escrita de Martin, com os livros torna-se possível obter alguns detalhes que não chegaram a ser incluídos no projeto da HBO (até acredito que foi deste volume que nasceu a teoria sobre quem seriam os pais de Jon Snow)

Sempre soube que a grande fama desses livros deve-se, principalmente, às batalhas e guerras travadas pelos grandes senhores dos Sete Reinos. No entanto, o detalhe que me encanta está presente nos diálogos. Basicamente, aqueles envolvendo a Rainha Cersei e Tyrion Lannister – basta os dois aparecerem juntos que se torna impossível abandonar a leitura. Além do mais, Tyrion continua sendo um dos meus personagens favoritos da saga.

E minha outra favorita é a nossa “Mãe dos Dragões”, Daenerys Targaryen. Enquanto que em "A Guerra dos Tronos", os capítulos destinados a Khaleesi foram ótimos e bem elaborados; em "A Fúria dos Reis", considerei sua história mal trabalhada e aproveitada, sendo muitos os pontos desnecessários para a narrativa (até arrisco-me a dizer que, dessa vez, a série soube ser muito melhor do que o livro). 

Theon Greyjoy, que no primeiro volume mal foi explorado, desta vez, finalmente pode mostrar a que veio. Apesar de entender que suas atitudes são importantes para o desenvolvimento da narrativa, os seus capítulos são os mais chatos de toda a obra de Martin. 


Sobre a edição, repetindo meu comentário anterior, foi difícil de encontrar. Eu queria exatamente esta, datada de 2011, para dar continuidade à minha coleção. Adoro essa capa e, em especial, a primeira e última página que apresentam um mapa completo do Reino de Westeros.



Enfim, Martin mostrou o porquê de ser considerado um dos maiores autores da atualidade. A trama é excelente, apresentando personagens sólidos e uma história capaz de prender o leitor do início ao fim. Indico a todos, principalmente àqueles que, assim como eu, possuem interesse em sagas com elementos fantásticos.