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26 março 2017

RESENHA: Fiquei com o seu número – Sophie Kinsella


A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz... Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. Mas, depois de alguns torpedos, Poppy e Sam acabam ficando cada vez mais próximos e ela percebe que a maior surpresa da sua vida ainda está por vir.
Segunda obra de Sophie Kinsella lido por mim (o anterior havia sido "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom) e estou começando a gostar do estilo da autora. Com uma trama leve e divertida, Kinsella nos apresenta Poppy Wyatt, uma fisioterapeuta inglesa, que, às vésperas de casar-se com Magnus Tavis, o homem de seus sonhos, leva uma vida praticamente perfeita. Entretanto, durante uma reunião com as amigas, o anel de noivado de Poppy (presente há gerações na família Tavis) desaparece e, logo em seguida, seu celular é roubado.

Desesperada, sem um número para ser contatada caso a joia seja recuperada, Poppy encontra, quase por milagre, um celular abandonado em uma lata de lixo. Seguindo a velha regra do “Achado não é roubado!” (afinal, estava em uma lixeira e lixeira é propriedade pública!!), apropria-se imediatamente do aparelho. O problema é que o celular pertence a Sam Roxton, um bem-sucedido executivo londrino, e à empresa onde trabalha. Disposta a ficar com o aparelho, nossa protagonista se compromete a repassar todos os recados e e-mails importantes a Sam até seu anel ser encontrado. Afinal, não deve demorar tanto tempo assim... Certo?

Entretanto, ao dividir algo tão pessoal quanto um celular, é natural que Sam e Poppy comecem a se conhecer melhor, causando muitas mudanças na vida de ambos. Mas, ao longo do caminho, Poppy ainda passará por pequenas trapalhadas.

Sophie Kinsella nos brinda com uma típica história do gênero chick-lit, com boas pitadas de humor e romance. Mesmo sendo um pouco previsível, a história me prendeu bastante. A obra é inteiramente narrada pela protagonista, uma mulher interessante e divertida, esforçada em agradar a todos. E esse acaba sendo seu ponto negativo: sempre preocupada com a opinião das pessoas à sua volta, Poppy acaba por anular a si própria – fato que acabou me irritando em alguns momentos.

No Brasil, o livro foi lançado em 2012, pela Editora Record. Apesar de ser um pouco extenso (o livro possui 464 páginas), a escrita é bem simples e a leitura flui naturalmente. Ótima para quem procura um romance fofo simplesmente para passar o tempo e relaxar!! 😊

21 fevereiro 2017

RESENHA: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom – Sophie Kinsella



Rebecca Bloom é uma jovem londrina com o péssimo hábito do consumismo compulsivo. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as finanças pessoais. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. E ainda encontra tempo para se apaixonar. Um romance muito divertido que faz um retrato de muitas mulheres das grandes cidades.
Apesar de o filme sobre a saga consumista de Becky Bloom já ser meio antigo (de 2009), só há pouco consegui assisti-lo. É um filme fofo e engraçadinho, então óbvio que eu acabei gostando. Logo, procurei ler o livro no qual fora baseado.

Pois bem, Os Delírios de Consumo de Becky Bloom foi o primeiro livro de Sophie Kinsella ao qual eu tive acesso. A trama, originalmente lançada em 1999, segue as loucuras de Rebecca, uma jornalista econômica incapaz de controlar o próprio dinheiro e que perde totalmente a noção quando se vê diante de uma loja ou uma promoçãozinha básica (e inútil). Quem nunca, né? Exatamente por gastar mais do que ganha, Becky, como é conhecida, encontra-se em uma situação, no mínimo, complicada: já estourou seus cartões de crédito, possui um débito significativo com o banco e todos os dias recebe cartas e mais cartas com cobranças, faturas atrasadas e convocações de banco. Deve até mesmo para sua melhor amiga Suze, com quem divide um apartamento, em Londres.

Entretanto, para nossa protagonista, suas questões financeiras não possuem muita importância: Becky segue sua vida ignorando tais problemas, nunca abre as tais cartas enviadas pelos bancos, vive criando histórias mirabolantes a fim de evitar encontrar seu gerente, etc. Está sempre achando que a compra de uma simples echarpe não afetará em nada suas finanças (aliás, é só ganhar na loteria e todos os seus problemas serão resolvidos...). Para mim, esse é o ponto negativo do livro: a ingenuidade e infantilidade da personagem diante dos problemas. Sinceramente, algumas atitudes dela me irritaram profundamente.

A escrita é totalmente em primeira pessoa, narrada pela protagonista. Além disso, os capítulos são iniciados com algumas das tais cartas enviadas a Srta. Bloom, onde tomamos conhecimentos de algumas das desculpas que ela arranja para não resolver as dividas.

Este é um raro caso onde o filme consegue ser superior ao livro, apesar de haver mudado bastante a história principal. Claro, a trama apresenta passagens bastante divertidas, seguindo bem o gênero Chick-lit pelo qual a autora ficou conhecida. Surge até um romance gostosinho mais para o final da história. Ainda assim, me deixou com a sensação de que poderia ser bem melhor.

Ainda pretendo ler o segundo volume, Becky Bloom - Delírios de Consumo na 5º Avenida. Então, espero que a trama melhore!! Além disso, apenas para informação, em uma rápida busca no Skoob (quem quiser, me adicione aqui), descobri que a série escrita por Sophie Kinsella já consta com oito volumes.